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Bolt: o Supercão e o preconceito com os gatos

novembro 4th, 2009 5 Comentários

 

No último feriado alugamos o filme Bolt, o Supercão para assistir, por indicação da Bia, que adorou o filme. Bolt é uma animação da Disney, lançado em 2008.

Como não é lançamento mas com certeza muita gente ainda não viu, segue um pequeno resumo:

Bolt é um astro de tv em Hollywood, em uma série em que ele e sua dona, Penny, lutam para salvar o mundo de um vilão, que, a propósito, tem 2 gatos maléficos.

Nessa série Bolt tem superpoderes que o tornam praticamente invencível. Os produtores da série mantêm o cãozinho preso em estúdio e Bolt acredita que ele realmente tem superpoderes e é o herói que todos os dias salva a sua dona.

Um dia os produtores fazem Bolt pensar que Penny foi raptada e ele acaba fugindo desse seu mundo controlado e parando em Nova York, do outro lado do país. Perdido na Big Apple, ainda achando que é um supercão, Bolt captura Mittens, uma gata abandonada  que chantageava os pombos para conseguir comida, para que o leve até o vilão e salvar Penny.

Primeiro a contra gosto, depois por opção, Mittens ajuda Bolt a voltar para Hollywood e se tornam amigos. No caminho junta-se a eles Rhino, um hamster afcionado por séries de tv, super fã de Bolt e muito engraçado.

O filme é bonitinho, vale um tempo para assistir. Os produtores tiveram um cuidado muito grande na preparação do cenário, retratando a viagem dos três personagens pelo país com as diferenças de luz de cada cidade. A fotografia do filme ficou muito bonita. Destaque também para John Travolta dublando Bolt e  Mark Walton dublando o hamster Rhino.  Por favor, não assista dublado, porque assim o filme perde metade da graça.

Bom, mas por que estou falando desse filme?

Simples, a forma como se retratam os gatos na mídia.

Em outro post falei da campanha “Eu amo gatos” do Reino  d’almofada. O motivo que levou a Mariana Gogu a criar esta campanha é a visão errada que as pessoas tem dos gatos. Aliá, obrigada Mariana pelos selos, são lindos.

É senso comum dizer que cachorros são os mocinhos e gatos são os bandidos. Apesar  de ser um filme bonitinho, Bolt reforça essa idéia e isso não é legal.

Mesmo Mittens, a gata de rua, é retratada como interesseira e malandra. Somente mais tarde, no meio do filme, ela fala de sua história de abandono e de crueldade. Mittens teve suas garras extraídas cirurgicamente para não arranhar os móveis.

Gatos tem prazer em esticar suas garras e arranhar alguma superfície. Tirar isso deles é cruel e absurdo. Quem gosta mesmo de gatos nunca deve permitir isso. É o mesmo que cortar as penas das asas de uma ave para ela não voar.

Crueldade com animais é decorrente de falta de conhecimento e preconceito. Preconceito é o conceito que a pessoa recebe de outra fonte, por exemplo, da mídia, sugerindo que o gato é mau.

A mídia retrata a sociedade e a sociedade faz o que diz a mídia. Temos assim, um ciclo sem fim, que tem que ser parado. É irresponsabilidade permitir que se perpetue essa idéia de que gatos são maus.

Às vezes recebo no site comentários feios, cheios de ódio aos gatos. Eu apago, não quero saber, não vou deixar esse tipo de coisa poluir nosso site.

Não sei o que leva as pessoas a agirem assim, penso que quem não gosta de gatos é porque nunca conheceu algum realmente.

A mídia podia muito bem melhorar a imagem dos gatos, mas é raro ver um gato em um papel de destaque, mesmo um pequeno papel. Penso que um filme normal seja mais difícil de ser feito com gatos, pois admito, são mais difíceis de serem treinados que cães.

Mas uma animação como Bolt, não tem essa desculpa. Um desenho animado que também fica alimentando essa idéia errada é Kid vs. Kat, o senhor gato. Nesse desenho o gato é malvado e sempre coloca o menino em enrascada. Esse desenho é muito prejudicial para a imagem do gato.

Ao contrário do que diz a mídia, gatos são criaturas amorosas, queridas, apegadas ao dono e que adoram uma boa vida. Não perdem tempo pensando maldade e armando ciladas para pobres desavisados.

Por isso, quando você ver a mídia atacando os gatos, tenha senso crítico e não permita que esse preconceito continue.

About the author

Adriana T. Saito é funcionária pública, formada em direito, apresenta juntamente com seu marido Ricardo Macari o Podcast Código Livre e é uma apaixonada pelos gatos, tendo cinco em casa: Kitty, Dexter, Mingau, Deedee e Pilantra.

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Os segredos dos gatos

3 Comentários

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  • ótimo post!
    ^^

  • Gilda M.P.Andrade

    MINHA FAMILIA E EU AMAMOS DE OS GATOS,TANTO QUE TEMOS UM CASAL QUE É A ALEGRIA D/CASA.O QUE ME DÓI É QDO UMA PESSOA DIZ P/ MIM QUE ODEIA GATOS.TENHO 56 ANOS E TENHO GATOS DESDE CRIANÇA,SEMPRE FORAM MINHAS COMPANHIAS POIS SOU FILHA ÚNICA O MEU MAIOR DESEJO É Q/ AS PESSOAS TENHAM DÓ DOS ANIMAIS ,POIS A VIDA P/ ELES AQUI N/ TERRA É UM INFERNO P/ ELES!! LADYCAT.

  • Gilda M.P.Andrade

    OLHA,SOU VOLUNTÁRIA A UMA ASSOCIAÇÃO QUE CUIDA DE ANIMAIS ABANDONADOS E PRECISO D/ UM ESPAÇO AS DIFICULDADES DOS ANIMAIS D/ MINHA CIDADE QUE É LONDRINA-PR.POR FAVOR RESPONDAM MEU EMAIL.
    LADYCAT

  • Bianca

    Adorei o post. Sou nova no site, mas já gostei muito.
    Eu não entendo esse preconceito também, sempre fui a favor dos gatos, mas parece que o famoso 'atirei o pau no gato' teve alguma repercussão na cabeça de muitas pessoas… A imagem do cão heroi só faz piorar a situação. Parece que na cabeça de muita gente gato é um animal que não deveria existir e, por isso, são motivos de agressões. Ouvi já várias pessoas falando "odeio gatos, toda vez que eu encontro um eu chuto.. Ah, mas eu amo cachorro o" Acho ridículo. Uma pessoa completamente sem noção das coisas. Sem problema gostar de cães. Eu gosto. O problema é a atitude tosca que alguns tem com os gatos…
    Eu tenho uma gata que é mais companheira do que muitas pessoas por aí! E eu tenho certeza que existem vários que também são, mas que sofrem com maus-tratos ou estão no meio da rua.
    Por isso achei o texto bastante interessante. Vamos tentar conscientizar essas pessoas pra que não aja mais esse preconceito contra os gatos.