Saturday, May 19, 2012

title pic Efeitos online em fotos

Publicado por Adriana Tamy Saito em 05/04/2009

Deedee, Mingau e Dexter no outdoor
Existem muitos sites que aplicam efeitos a fotos e essa semana descobri um muito interessante: O Photofunia. Ele tem reconhecimento de face e estampa seu rosto na capa da Vogue, no outdoor, no telão, etc.

Na foto acima está Deedee na toquinha, Mingau à esquerda e Dexter à direita. Antes de subir a foto passei ela no Gimp e apliquei efeito de pintura. Mas o site faz isso automaticamente também, envelhecendo a foto.

Dexter em grafite
Dexter em grafite.

Quem tem conta no Flickr, Myspace, Facebook, Picasa e outros pode editar suas fotos da galeria pelo Picnik.  Ele é um editor de fotos online que disponibiliza no site efeitos para aplicar e corrigir imagens. É uma ferramenta interessante com alguns recursos grátis. Para utilizar todos os recursos é necessário pagar a assinatura.

Saiba mais:

Aplicando efeito old em fotos.

Add to orkut

title pic Review Pipi Gel

Publicado por Adriana Tamy Saito em 30/03/2009

Esse produto é bem bacana. Existem várias marcas deste produto no mercado, é conhecido como pipi gel ou seca xixi. É um gel como esses usados na fabricação de fraldas descartáveis. Parece um talco que você joga sobre o líquido e ele se transforma em gel instantaneamente. Depois é só aspirar ou varrer que ele não deixa resíduo nem cheiro.

Ele funciona como um retentor de dejetos líquidos que dispensa o uso de panos e outros produtos de limpeza, pois é desinfetante e desodorizante. Muito bacana pra quem tem animais em casa ou até pra quem não tem, pois ele absorve qualquer tipo de líquido e dá uma ajuda na limpeza da casa.

Uma dica também é misturar um pouco do pó na areia dos gatos que assim dura mais.

Fiz um videozinho-experimento pra mostrar o produto em ação que não ficou lá essas coisas: peço que tenham paciencia com a novata aqui, na próxima falo mais alto. Ricardo fez a pós produção no Imovie e aí sim, ficou legal. Tks @macari.

Saiba mais:

Pet Minato (fabricante)

Add to orkut

title pic Kitty em foco

Publicado por Adriana Tamy Saito em 22/03/2009

Kitty

Ricardo fica fazendo graça com o nome que escolhi para o blog, que não é Gatos Em Foco e, sim, Gato Sem Foco… É o mesmo que dizer que o site da Bia não é Garota Sem Fio e, sim, Garotas Em Fio, lindo!

Bom, gracinhas à parte, uma parte de ter escolhido este nome (além do fato de todos os outros em que pensei estaram registrados), é que eu adoro tirar fotos de gatos, pois eles são muito fotogênicos.

Nessas aventuras fotográficas  até que às vezes acerto alguma foto boa. Estou me divertindo nos grupos de amantes de gatos do Flickr, como o Gatos siameses y sus hermanos felinos, que conta com mais de quatro mil usuários entre fotógrafos profissionais e amadores como eu.

Então para aproveitar o nome do site, pensei em compartilhar com vocês uma foto bacana por semana, dentre as muitas do Fickr, começando com esta acima, da Kitty, a minha gata modelo. Espero que gostem! Uma boa semana a todos.

http://www.flickr.com/photos/adrianatamy/

Add to orkut

title pic Graminha para gatos

Publicado por Adriana Tamy Saito em

Flickr Video

Moramos em apartamento e um problema enfrentado é a falta de verde para os gatos. Existem no mercado várias marcas de graminhas em que basta adicionar água diariamente para brotar as sementes próprias para consumo e ricas em nutrientes para seu bichano. São uma ótima forma de complementação da alimentação dos gatos e eles adoram.

Mas pensando em uma solução mais econômica e durável, comprei em uma floricultura um vaso de tamanho médio e pedi para plantarem nele um quadrado desses de grama de jardim. Deixo esse vaso na sacada do apartamento e solto os gatos de vez em quando para poderem comer a graminha. Essa é uma forma de garantir a qualidade do que os gatos estão ingerindo.

Quando os gatos estão soltos na rua não há como protegê-los de estar ingerindo ervas tóxicas e mesmo agrotóxicos passados indiscriminadamente nos gramados alheios. Os gatos adoram comer grama pois os ajuda a eliminar as bolas de pelos formadas no estômago pelo ato de se lamberem.

Quem tem animais tem que cuidar com os tipos de plantas ornamentais que mantêm em casa, pois muitas delas são tóxicas: comigo-ninguém-pode, costela-de-adão, dragão-fedorento, orelha-de-elefante, orelha-de-burro, pulmão-de-aço, espirradeira, mamona, azaléia, olho-de-cabra, filodendro, cipó-imbé e barra-de-macaco são apenas alguns exemplos.

Saiba mais:

O banho do gato

Add to orkut

title pic Brinquedo feito em casa

Publicado por Adriana Tamy Saito em 15/03/2009

Para descontrair nada como ver umas gracinhas  desses bichinhos danados.

Vasculhando a internet achei um vídeo interessante do Zack Scott. Ele tem um canal no YouTube e fez vários videos com o gato dele, o Otto, um bichano muito esperto, falante  e que apronta pra caramba. Quem der uma passada lá, veja o vídeo do Otto e o abacaxi, é uma graça.

YouTube Preview Image

Nesse vídeo acima ele ensina a fazer um “brinquedo” grátis para os gatos. O vídeo está em inglês mas é muito simples a idéia: primeiro escove o gato e junte bastante pelo. Depois basta comprimir bem os pelos com as mãos e formar tipo um charuto de pelos (eca!) .  O Otto simplesmente ama esse brinquedo.

Pode parecer meio nojento para nós, afinal é um monte de pelo morto compactado, mas realmente funciona. Fiz para o Dexter um charutinho desses e ele também adorou.

Saiba mais:

Reino d’almofada  – Faça um arranhador para seu gato

Add to orkut

title pic Cantinho da saudade – Ronrom

Publicado por Adriana Tamy Saito em

Ronrom

Ronrom

Alô, mundo? Bem… depois de todo o desgaste emocional da semana passada com a perda do Ronrom, é hora de seguir em frente. Ainda tenho quatro gatos pra cuidar. Quatro gatos, estranho falar quatro depois de tanto tempo dizendo cinco….

Mas enfim, quero aqui deixar minha gratidão à Drª Daniele da Animal Vet que atendeu o Ronrom e sempre foi muito solícita. Ao pessoal do Pet Word Crematório que foram super bacanas e que nos ajudaram nessa hora tão difícil mostrando respeito e consideração. Ao Ricardo que sofreu comigo e cuidou do Ron com todo carinho. Aos amigos pela paciência e a alguns pela compreensão e apoio, obrigada.

Ronrom agora tem a sua lápide virtual e vai ser sempre lembrado com carinho pelos que o conheceram.

Deixo abaixo links para alguns textos bacanas sobre cremação e as opções disponíveis para o que fazer nessas horas.

Saiba mais:

Jussara dos Santos Blogspot – E na hora de dizer adeus.

Meia Fina – Meu bichinho morreu, e agora?

Gazeta do Povo – A perda do melhor amigo.

Add to orkut

title pic Ronron

Publicado por Adriana Tamy Saito em 08/03/2009

Ronrom

Estava evitando falar desse assunto, afinal o blog está apenas começando e já falar disso achei que não ia ser bacana. Mas como eu sou uma pessoa transparente e não sei ser de outra forma, não tenho como fugir disso.

Meu gatinho branco Ronrom está com insuficiência renal crônica, está bem doente desde o final do ano passado. Fizemos exames de sangue e ultrassonografia e o diagnóstico não foi nada bom… Ele está com os dois rins comprometidos e precisaria de um transplante de rim pra sobreviver, ou então fazer diálise pro resto da vida.

Ronrom é filho da Deedee e irmão do Dexter. Deedee teve eles em casa, em 2003, quando a gente morava em Criciúma. Está comigo desde então e sempre foi o meu filho doentinho.  Quando ainda era filhote caiu da sacada do apartamento, 6º andar. Quebrou duas patinhas: uma da frente e uma de trás. Passou mais de mês com tala, era engraçado ver ele andando com uma perna de cada lado enfaixada. Como aquela velha máxima de só lembrar de trocar a telha quando chove, depois disso colocamos rede na sacada. Eu chamava ele de Dodói e depois que sarou ainda sentava meio de lado, que a perninha de trás ficou um pouco dura.

Como o Dexter é um gato muito mais auto-confiante e metido, acaba sempre sendo o centro das atenções e Ronrom  em segundo plano, mas ele é um gato muito bonzinho, só que bem medroso. Talvez por ter caído da sacada quando pequeno ele ficou  inseguro.

Como ele fugia por qualquer coisa, me lembro que o Ricardo gostava de correr atrás dele de brincadeira. Uma vez ele espantou o gato e eu estava deitada na cama e o Ronrom passou correndo por cima do meu rosto, tenho uma cicatriz da unhada que levei no nariz até hoje. Na hora não parava de sangrar e briguei com o Ricardo e ele parou com essas gracinhas.

Novembro passado notei que ele estava emagrecendo, não estava comendo direito e bebendo muita água. Levamos ele na veterinária e ela achou primeiro que poderia ser um problema de fígado. Passamos muitas horas apreensivas sem saber o que ele tinha. Voltamos outro dia com o gato em jejum pra fazer exame de sangue. A coleta de sangue no gato é feita pela jugular, ou seja, no pescoço, uma pena o que ele teve que passar.

Os resultados não foram nada bons, alterações em vários aspectos.  Sem ter certeza de qual o problema com ele, tudo que a veterinária disse que a gente podia fazer é dar bastante comida pra ele.  Tentei dar várias comidinhas  mas ele comia muito pouco. Eu saia almoçar e trazia para casa pedaços de peixe embrulhados em guardanapo pra dar. Dava água de coco na seringa pra ele.

Contra a vontade do Ricardo trouxe o gato uma semana para Mafra pra cuidar dele. Tive que pedir permissão pro hotel onde fico pra deixarem eu ficar com ele no quarto. Levava o gato pra justiça de tarde deixava na sacada e o chefe olhando torto. Depois ele me chamou pra conversar dizer que não devia misturar o serviço com problemas pessoais. Comprei  briga até com uma amiga, porque usei o liquidificador da justiça pra bater patê pra ele. Tive que comprar outro copo de liquidificador. Tudo isso misturado com o final da faculdade e a poucos dias para a formatura. Foi uma loucura. Mas não me arrependo de ter trazido ele. Foi uma semana que passamos juntos em que ele teve minha exclusiva atenção, coisa difícil com cinco gatos em casa.

Mês passado fiquei arrasada, a veterinária falou até em eutanásia, chorei muito. Pesquisando sobre o assunto o que encontrei foi que transplante de rins para gatos por enquanto é feito somente nos Estados Unidos, onde há um programa que utiliza animais abandonados como doadores e em troca esses animais ganham um lar.

Não existe hospital veterinário em Curitiba que faça diálise, somente em São Paulo há clínicas que fazem diálise periodontal em gatos e ele teria que fazer pelo menos uma por semana.

Então, pensando nas opções, resolvi que eutanásia descarto, pois se não cogitamos fazer isso com gente, então não farei com meu bichinho, pelo menos não enquanto ele estiver andando e me reconhecendo e cada dia é um novo dia, pode ser que ele acorde bem, pode ser que não, mas é um novo dia e ele merece, como todos nós. Pensei muito em levá-lo fazer diálise, tivesse em Curitiba faria com certeza, mas como não tem… não quero submetê-lo ao stress de uma viagem longa e ainda a um procedimento invasivo num lugar estranho, longe de casa.

Por fim resolvemos cuidar dele em casa da melhor forma possível, deixá-lo confortável e lhe proporcionar pequenas alegrias, como a fonte de água que comprei pra ele. Essa semana ele não está nada bem… parece que está sumindo de tão magrinho, uma pena.

Ricardo transmitiu por vídeo os gatos para mim vê-los. É difícil estar longe de casa numa situação dessas. Mas Ricardo está cuidando deles e eu fico grata por isso.

Mas enfim, falei que não era um assunto legal, mas é importante. Insuficiência renal é muito difícil de ser diagnosticado precocemente, mas se você notar que seu cãozinho ou seu gatinho anda bebendo mais água que de costume e começa a emagrecer depressa é sinal de alerta. Para um diagnóstico preciso é necessário fazer uma ultrassonografia.

Update:

Escrevi o texto acima quinta feira, dia 5/3, aos prantos, e, chegando em casa sexta feira, com muita tristeza vi que Ronrom não estava nada bem. Já não tinha forças pra andar, cambaleava uns três passos e deitava cansado, ficava miando baixinho de cortar o coração.  Não aguentava ver aquilo, liguei pra veterinária sábado de manhã e à tarde ela veio vê-lo, disse que não havia mais nada a ser feito, a não ser acabar com o sofrimento dele. Eu sabia que o fim estava próximo, podia ser que ele se fosse sozinho no sábado mesmo, ou ficasse sofrendo mais dois ou três dias, não ia deixar isso acontecer com ele. A vet então lhe deu um sedativo e acabou com o sofrimento dele. Chamamos um crematório de animais e eles vieram buscar o corpo. Será cremado e as cinzas espalhadas no jardim da empresa. Eles disponibilizam páginas de homenagens pros bichinhos, bem bonito. Enquanto a do Ronrom não fica pronta, vejam um trecho da historia do Dodger, por exemplo, que a Katia, mãe dele, colocou:

“… Eu me dei conta de que cada vez que um dos meus gatos parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um gato novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço do coração dele. Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de gatos, então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles…”

Só quem é apaixonado por gatos entende a verdade dessas palavras… Perdi um pedaço do meu coração hoje, mas Ronrom vai estar sempre comigo, em meus pensamentos.

Adeus meu gatinho dodói amado, muito obrigado por esses mais de cinco anos que passamos juntos e todo o amor que você me dedicou. Eu, Ricardo, Dex, Mingau e Deedee sentiremos muitas saudades de você.

Add to orkut

title pic Fonte para gatos

Publicado por Adriana Tamy Saito em 03/03/2009

Ronrom admirando a fonteBomba d'agua

Para que os bichanos tenham boa saúde é importante sempre deixar água fresca disponível. Uma forma de deixar a água fresca é mantê-la em movimento. Aliás, tem gatos que só gostam de beber água assim, por isso gostam de tomar direto da torneira. Outros gatos gostam de água em grandes superfícies e vão correndo beber no box depois que você tomou banho.

Outro dia vi um produto interessante, uma fonte para gatos muito bacana, ela mantêm a água em movimento e sempre fresquinha e oxigenada pros bichinhos. Muito bacana essa fonte mas o preço ainda é muito salgado… Vou deixar salvo nos meus sonhos de consumo e depois que terminar de pagar o mega-arranhador penso nela novamente.

Pensando numa solução mais em conta, resolvi comprar uma bomba d’agua dessas de aquário para os gatos. Essa da foto custou R$ 25,00 e quando instalei ela no bebedouro vieram todos correndo olhar e ficaram admirando a fonte um tempão.

Ronrom, meu gatinho dodói ali da foto, sempre gostou de brincar com água. Antes de beber ele  enfia a patinha na água pra ver ela se agitar. Às vezes ele se empolga e joga toda a água do bebedou pra fora. Por isso não dá pra deixar a bomba ligada sem supervisão: ou o Ronrom joga toda a água pra fora ou é o Dexter que vai lá pescar a bomba e tirar  pra fora do bebedouro.  Se a bomba ficar funcionado fora da água pode queimar.

É sempre bom também cuidar para o fio da bomba não ficar mais alto que a tomada, pra água não escorrer até a tomada e causar um acidente. Misturar água e energia elétrica é um perigo.

Vou comprar uma vasilha cerâmica e algumas pedras pra montar uma fonte mesmo e aí deixar o motor bem protegido para os gatos não mexerem.

Fica bonito também ter uma fonte dessas em casa, de acordo com o Feng Chui água corrente simboliza o dinheiro, então ter  uma fonte no seu local de trabalho ajuda na circulação de dinheiro. Se não conhece essa filosofia chinesa pode achar estranho, mas eu acho que faz bastante sentido, pois eles colocam que dinheiro parado é como a água parada, apodrece e não gera nada. Dinheiro deve circular  como a água corrente, que se purifica e traz vida com o movimento.

Bom, de qualquer forma, ter uma fonte em casa é diversão garantida para seus bichanos.

Vejam o vídeo da fonte para gatos da Cat It:

YouTube Preview Image
Add to orkut

title pic Os segredos dos gatos

Publicado por Adriana Tamy Saito em 15/02/2009

11/02/2008

A garota sem fio, Bia Kunze, me deu esse livro bacana chamado Os segredos dos gatos, com direito até a autógrafo da autora, Paula Itikawa, que escreveu o livro com Alexandre Rossi. Nessa época eu estava com 7 gatos, cheguei a ter 10 por causa da ninhada da Trix, uma gata de rua de quem cuidamos em Mafra. Foi o máximo de gatos que tive em casa e pude ver que esse número é um exagero. O que gastamos limpando caixa de areia e fazendo carregamento de ração não foi fácil. Felizmente para os quatro gatinhos da ninhada encontrei um novo lar com pessoas responsáveis e que sei que irão cuidar muito bem deles. Dos filhotes os mais sortudos com certeza foram Ginny e Mac, adotados pela Bia, pois ela e o Marcelo mimam eles pra caramba.

Recomendo a quem tiver interesse a leitura desse livro. Tem umas dicas bacanas e é bem prático, pois tem tudo separado por tópicos para que você possa consultar sempre que quiser. Um dos assuntos tratados no livro é  sobre a educação dos filhotes.  Dizem os autores que para os filhotes conviverem bem com as pessoas e com outros animais é importante que ele tenha contato com eles desde bem novinhos. Os gatinhos passam por uma fase crítica de sociabilização entre a segunda e a sétima semana de vida e essa fase pode definir como será o gato quando adulto. É muito importante estimular o gato, acariciá-lo e acostumá-lo ao convívio de diversas pessoas para que se tornem sociáveis. Gatinhos criados com a convivência de 4 ou mais pessoas tendem a ser adultos mais amigáveis com estranhos. Lembro que conversamos sobre esse assunto e a Bia me disse que estava aplicando a técnica com os filhotes: aparentemente deu certo, pois os gatinhos dela são bem sociais, no começo um pouco tímidos, mas depois de um tempinho se soltam.

Outra coisa que os autores comentam é sobre a influência do comportamento da mãe. Uma mãe carinhosa e que também é carinhosa com as pessoas vai passar o exemplo aos filhotes. Quando morávamos em uma casa, vinham muitos gatos de rua no quintal. Ricardo não pode ver um gato com fome que logo quer dar comida e cuidar.  A mãe da Trix era uma dessas gatas de rua e não chegava perto de ninguém e a Trix seguiu o exemplo dela. Embora ela viesse chorando por comida lá em casa, não deixava a gente chegar perto dela e se tentasse passar a mão já mostrava os dentes.

Mesmo ela sendo assim acolhemos a gata e a colocamos junto com os nossos, pois estava grávida e não tinha dono. Enquanto ela estava grávida tentei por um bom tempo tentando desenvolver um contato com a gata, fazê-la ser mais sociável, e depois de muitos dias ela me deixava passar a mão mas nunca deixou de ser arisca. Depois que teve os filhotes ela ficou mais arisca ainda. Pude perceber  que fazer com que um gato praticamente selvagem torne-se sociável é muito complicado. Infelizmente quando nos mudamos para Curitiba tivemos que deixar essa gata para trás, pois não havia como trazê-la para um apartamento.

Acho que os filhotes não se tornaram bravos como a Trix porque eles tinham o exemplo dos outros gatos, principalmente da Deedee. Deedee é a mãe do Dexter e do Ronrom e é muito amorosa. Quando os filhotes da Trix nasceram ela os adotou como se fossem dela e passava o tempo cuidando dos gatinhos enquanto que a mãe mesmo não tava nem aí. Eu e Ricardo também pegávamos sempre os filhotinhos para que eles se acostumassem com a gente e fico feliz dos gatinhos não terem seguido o destino da mãe.

Saiba mais:

Os segredos dos gatos: Tudo para entender e ensinar o seu companheiro. Alexandre Rossi, Paula Itikawa. São Paulo: Globo, 2008

Add to orkut

title pic Sobre bebês e gatos: O mito da toxoplasmose

Publicado por Adriana Tamy Saito em 09/02/2009

Kaori e Chico

Minha sobrinha Kaori e o Chico, o siamês da minha irmã, são grandes amigos.  Minha irmã sempre adorou gatos e foi ela que me deu o Mingau, meu siamês  querido, há uns 7 anos atrás. Mas quando ela engravidou da Kaori, a médica já foi logo dizendo que ela tinha que se livrar do Chico, que naquele tempo já estava com ela há uns 3 anos.

O motivo alegado é que gatos podem transmitir toxoplasmose, uma doença que pode provocar aborto ou má formação fetal. Como minha irmã é uma pessoa esclarecida, mais que essa médica com certeza, foi se informar sobre o assunto.

E o que ela descobriu, e eu também, ao me inteirar do assunto para este post, é que é muito difícil um gato caseiro passar toxoplasmose para suas donas. Pois cada gato infectado, embora conviva com a toxoplasmose a vida inteira, somente pode transmitir a doença através das fezes por um curto período, uma única vez.

É muito mais fácil uma grávida adquirir toxoplasmose por ingerir carnes mal cozidas ou verduras mal lavadas do que pelo seu gato. Gatos são criaturas muito asseadas e enterram suas fezes e não ficam com o pelo sujo. Para que as fezes dos gatos contaminados possam transmitir a doença devem estar expostas ao tempo por mais de três dias e a contaminação somente se dá pela ingestão dos oocistos formados depois desse período.

Quem ainda tem dúvidas, segue abaixo trecho extraído de matéria publicada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná:

“… A possibilidade de transmissão para seres humanos pelo simples ato de tocar ou acariciar um gato, ou até mesmo através de arranhões e mordidas, é considerada mínima ou inexistente. Ou seja, não se previne toxoplasmose congênita eliminando o gato uma mulher grávida, mas sim com cuidados higiênicos adequados na ingestão dos alimentos e com bons hábitos de higiene pessoal.

O uso de luvas e pazinha para a coleta diária das fezes dos gatos, a adequada lavagem das caixas de areia e das mãos são medidas simples, suficientemente eficazes para não se entrar em contato com o agente da toxoplasmose, uma vez que os oocistos, quando eliminados pelas fezes, necessitam de dois a cinco dias para esporular e se tornar infectantes, e permanecerem como tal por períodos de anos…”

Assim, simples hábitos de higiene são suficientes para se prevenir da toxoplasmose. Esses mitos de que grávidas não podem ficar perto de gatos e não podem ter gatos em casa são tremendas besteiras.

Minha irmã não deu ouvidos a essas bobagens e teve uma gravidez tranquila. Desde que nasceu a bebê, o Chico vive em volta dela e ela faz ele de gato e sapato.  Recentemente a Rachel Barbosa escreveu um post bacana no Monalisa de Pijamas sobre a vantagem do convívio entre crianças e animais.  Dentre as vantagens ela coloca o aumento da imunidade, o estímulo da coordenação motora e o desenvolvimento das relações afetivas.

Pelo que vejo da convivência da minha sobrinha com o Chico, todas essas vantagens realmente se aplicam. Pois minha sobrinha está se desenvolvendo uma criança saudável, alegre e muito carinhosa, seja com os animais, seja com as pessoas. Bom, já pelo lado do gato… Chico nem parece que é gato, deixa a bebê aprontar um monte com ele. Conta a mãe que outro dia Kaori deitou-se em cima dele e os dois foram escorregando ladeira abaixo na rampa da garagem: Chico embaixo de skate. Aí embaixo tá ela recentemente enfiando o dedo no olho do gato. É… ter bebês em casa pode ser perigoso para seu gato. ;)

Kaori e Chico

Saiba mais:

Gestantes, seus gatos e a toxoplasmose

Add to orkut