Os segredos dos gatos

11/02/2008

A garota sem fio, Bia Kunze, me deu esse livro bacana chamado Os segredos dos gatos, com direito até a autógrafo da autora, Paula Itikawa, que escreveu o livro com Alexandre Rossi.

Nessa época eu estava com 7 gatos, cheguei a ter 10 por causa da ninhada da Trix, uma gata de rua de quem cuidamos em Mafra. Foi o máximo de gatos que tive em casa e pude ver que esse número é um exagero. O que gastamos limpando caixa de areia e fazendo carregamento de ração não foi fácil. Felizmente para os quatro gatinhos da ninhada encontrei um novo lar com pessoas responsáveis e que sei que irão cuidar muito bem deles. Dos filhotes os mais sortudos com certeza foram Ginny e Mac, adotados pela Bia, pois ela e o Marcelo mimam eles pra caramba.

Recomendo a quem tiver interesse a leitura desse livro. Tem umas dicas bacanas e é bem prático, pois tem tudo separado por tópicos para que você possa consultar sempre que quiser. Um dos assuntos tratados no livro é  sobre a educação dos filhotes.  Dizem os autores que para os filhotes conviverem bem com as pessoas e com outros animais é importante que ele tenha contato com eles desde bem novinhos. Os gatinhos passam por uma fase crítica de sociabilização entre a segunda e a sétima semana de vida e essa fase pode definir como será o gato quando adulto. É muito importante estimular o gato, acariciá-lo e acostumá-lo ao convívio de diversas pessoas para que se tornem sociáveis. Gatinhos criados com a convivência de 4 ou mais pessoas tendem a ser adultos mais amigáveis com estranhos. Lembro que conversamos sobre esse assunto e a Bia me disse que estava aplicando a técnica com os filhotes: aparentemente deu certo, pois os gatinhos dela são bem sociais, no começo um pouco tímidos, mas depois de um tempinho se soltam.

Outra coisa que os autores comentam é sobre a influência do comportamento da mãe. Uma mãe carinhosa e que também é carinhosa com as pessoas vai passar o exemplo aos filhotes. Quando morávamos em uma casa, vinham muitos gatos de rua no quintal. Ricardo não pode ver um gato com fome que logo quer dar comida e cuidar.  A mãe da Trix era uma dessas gatas de rua e não chegava perto de ninguém e a Trix seguiu o exemplo dela. Embora ela viesse chorando por comida lá em casa, não deixava a gente chegar perto dela e se tentasse passar a mão já mostrava os dentes.

Mesmo ela sendo assim acolhemos a gata e a colocamos junto com os nossos, pois estava grávida e não tinha dono. Enquanto ela estava grávida tentei por um bom tempo tentando desenvolver um contato com a gata, fazê-la ser mais sociável, e depois de muitos dias ela me deixava passar a mão mas nunca deixou de ser arisca. Depois que teve os filhotes ela ficou mais arisca ainda. Pude perceber  que fazer com que um gato praticamente selvagem torne-se sociável é muito complicado. Infelizmente quando nos mudamos para Curitiba tivemos que deixar essa gata para trás, pois não havia como trazê-la para um apartamento.

Acho que os filhotes não se tornaram bravos como a Trix porque eles tinham o exemplo dos outros gatos, principalmente da Deedee. Deedee é a mãe do Dexter e do Ronrom e é muito amorosa. Quando os filhotes da Trix nasceram ela os adotou como se fossem dela e passava o tempo cuidando dos gatinhos enquanto que a mãe mesmo não tava nem aí. Eu e Ricardo também pegávamos sempre os filhotinhos para que eles se acostumassem com a gente e fico feliz dos gatinhos não terem seguido o destino da mãe.

Saiba mais:

Os segredos dos gatos: Tudo para entender e ensinar o seu companheiro. Alexandre Rossi, Paula Itikawa. São Paulo: Globo, 2008